Assembleia Multicampi elege delegados para o Congresso do ANDES-SN

Pela primeira vez em sua história, a ADUFPA promoveu uma Assembleia Multicampi, para escolher delegados e observadores que irão representar os docentes dos campi no Congresso Nacional do ANDES-SN, que no próximo ano irá ocorrer de 4 a 8 de fevereiro, em São Paulo. A Assembleia foi realizada na manhã da última sexta-feira, 6, no campus de Castanhal.

Ao mesmo tempo, professores da UFPA se reuniram no campus de Altamira, para acompanhar e discutir a representação dos campi da UFPA no maior fórum de deliberação do movimento docente das Instituições Federais de Ensino (IFE).

No final da manhã, foram eleitos os professores Renilton Cruz e Leonardo Zenha como delegados, e a docente Dalva Santos como observadora ao 39º Congresso do ANDES-SN. Os professores Simone Freitas, Eula Nascimento, Marcos Cunha e Marcelo Russo ficaram como suplentes e participarão do evento, em caso de desistência dos eleitos.

A delegação escolhida na Assembleia Multicampi se soma aos delegados e observadores eleitos na Assembleia Geral que ocorreu em Belém, no último dia 28 de novembro. Ao todo, a ADUFPA estará representada por 9 delegados e 4 observadores no 39º Congresso do ANDES-SN.

A iniciativa de democratizar o processo de escolha de delegados e observadores para o Congresso do ANDES-SN, permitindo uma maior participação de docentes dos campi fora da capital, foi elogiada. “É muito significativa essa Assembleia Multicampi, pois nunca vivenciei isso em mais de 20 anos que sou docente da UFPA e sindicalizada”, destacou a professora do campus de Castanhal, Eula Nascimento.

Além da eleição de delegados e observadores para o Congresso do ANDES-SN, os docentes discutiram demandas da categoria e aprovaram a construção de um Encontro Multicampi no dia 6 de março de 2020, em Castanhal, a fim de debater a realidade vivenciada pelos professores que atuam nos campi da UFPA localizados no interior do Estado.

Ainda na Assembleia, os docentes também discutiram e relataram ataques, perseguições e constrangimentos que têm sofrido nas redes sociais por parte de alunos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, em uma clara ameaça à liberdade de cátedra. “Essa questão é grave e a ADUFPA irá acompanhar jurídica e politicamente cada caso, além de cobrar uma posição da Administração Superior, a fim de garantir a segurança e a retaguarda devida a qualquer docente que se sentir constrangido ou ameaçado”, afirmou a professora Dalva Santos, diretora de interiorização da ADUFPA.