Professores da UFPA elegem delegação para 39º Congresso do ANDES-SN

Professores da UFPA elegeram na manhã de hoje, 28, durante Assembleia Geral da ADUFPA, a delegação que irá representar a seção sindical no 39º Congresso do ANDES-SN. O evento vai ocorrer de 4 a 8 de fevereiro de 2020, em São Paulo, e deve reunir centenas de docentes, para discutir as mobilizações da categoria por liberdades democráticas, autonomia universitária e em defesa da educação pública e gratuita.

Durante a Assembleia, foram eleitos delegados o professor Gilberto Marques, representando a diretoria da ADUFPA, e os docentes Lúcia Isabel Silva, Conceição Cabral, Ivan Neves, Vera Jacob, Luciene Medeiros e Olgaíses Maués, como representantes da base da categoria. Os professores Ailton Lima, Ari Loureiro e Rosimê Meguins ficaram como observadores.

Além deles, os professores decidiram que dois delegados e um observador serão eleitos em uma Assembleia Multicampi, para atender as reivindicações e garantir a representatividade dos docentes que atuam nos demais campi da UFPA fora da capital. A data, o local e o formato da Assembleia Multicampi ainda serão definidos pela diretoria da ADUFPA. Com isso, a delegação final da entidade no próximo Congresso do ANDES-SN será composta de 9 delegados e 4 observadores.

Antes da escolha da delegação da ADUFPA para o 39º Congresso do ANDES-SN, os docentes da UFPA analisaram a conjuntura política e os ataques do governo Bolsonaro às universidades públicas e ao conjunto da classe trabalhadora. Uma nova Assembleia será realizada no próximo dia 3 de dezembro, às 10h30, no hall da reitoria, para discutir o indicativo de Estado de Greve, proposto pelo ANDES-SN, a partir do 1º semestre letivo de 2020.

Repúdio – Ainda na Assembleia, os docentes, aprovaram duas notas de repúdio. Uma contra o procurador de Justiça do Ministério Público do Pará, Ricardo Albuquerque, que em uma manifestação racista no último dia 26 de novembro, afirmou que a escravidão de negros e negras ocorreu no Brasil porque “índio não gosta de trabalhar”. A outra foi contra o novo presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Nascimento, que nega a existência de racismo no Brasil e condena a existência do Dia da Consciência Negra.