Repúdio à família Bolsonaro. Ditadura Nunca Mais!

Em entrevista ao canal do YouTube da jornalista Leda Nagle, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente do Brasil, afirmou que é possível editar um novo AI-5 no país.

O Ato Institucional número 5 foi um instrumento utilizado pelo governo empresarial—militar inaugurado com o golpe de 1964 para endurecer ainda mais o regime ditatorial e perseguir movimentos sociais e defensores das liberdades democráticas e dos direitos humanos.

A Comissão Nacional da Verdade, depois de diversos levantamentos, reconheceu que a ditadura foi responsável 434 mortos e desaparecidos durante o período em que ela suprimiu as liberdades democráticas – afora os perseguidos, torturados e exilados.

Mais do que isso, foi o que se desferiu contra os povos tradicionais. Acredita-se que naquele período aproximadamente 2 mil indígenas Waimiri-Atroari morreram vitimados por métodos de genocídio: do ataque armado direto das forças do Estado brasileiro à disseminação de doenças, incluindo o apoio a grupos de jagunços. Com os Cinta Larga e outras etnias não foi diferente.

Por conta desse e de outros motivos, a Adufpa – Seção Sindical do Andes-SN, repudia veementemente as declarações do filho do Presidente. Não é a primeira vez que a referida família, incluindo seu chefe, lança balões de ensaio com as suas intenções autoritárias. O próprio Eduardo já propôs o fechamento do STF.

A Adufpa defende as mais amplas liberdades democráticas no Brasil e no mundo. A defesa da Universidade Pública, tão atacada pelos Bolsonaro e seus aliados, é parte dessa luta. Por isso, rejeitamos o Future-se, o corte de verbas e os outros ataques: reforma da previdência e a intenção de uma reforma administrativa.

Não se trata de uma declaração isolada. Ela faz parte de um movimento deliberado conduzido pelo Bolsonaro pai, seus filhos e aliados e a ele se soma a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, além do discurso de ódio que se propaga.

As declarações são gravíssimas e devem motivar ações não apenas no próprio Congresso Nacional como judicialmente. Não é possível que uma pessoa que defenda publicamente estas posições continue na condição de deputado federal.

Pelas liberdades democráticas, ditadura nunca mais!

Diretoria da ADUFPA