Consun irá apreciar proposta de adesão da UFPA ao Future-se nesta segunda

Na próxima segunda-feira, 23, às 9 horas, o Conselho Superior Universitário (Consun) irá se reunir para apreciar a proposta de adesão da UFPA ao programa Future-se. A reunião está prevista para ocorrer no 3º andar do prédio da reitoria, apesar das solicitações da ADUFPA e das entidades representativas da Universidade para que a sessão do Conselho fosse realizada em um espaço amplo, a fim de garantir a participação da comunidade universitária.

Embora a Administração Superior da UFPA tenha decidido reunir o Consun em uma sessão restrita, a diretoria da ADUFPA está orientando os professores da UFPA a comparecerem ao prédio da reitoria na segunda-feira pela manhã, para acompanhar a discussão e deliberação dos conselheiros. Um telão será montado no hall da reitoria, para transmitir a sessão do Consun.

Para mobilizar a comunidade universitária, a ADUFPA, em conjunto com o Sindtifes e o DCE, estará na segunda-feira desde as primeiras horas da manhã nos portões da UFPA e, depois, promoverá arrastões nos corredores da Universidade, convocando professores, estudantes e técnicos para acompanharem a sessão do Consun.

Segundo o diretor-geral da ADUFPA, Gilberto Marques, uma decisão importante como a proposta de adesão ao Future-se não pode ser tomada a portas fechadas, precisa ser amplamente debatida e deliberada com a participação do conjunto da comunidade acadêmica. “É uma decisão importante sobre o futuro de nossa universidade e precisamos estar atentos e mobilizados em defesa da educação pública. Por isso, fazemos um chamado aos docentes da UFPA, para que a aula na segunda-feira pela manhã seja no Consun, e possamos assim pressionar pela rejeição do Future-se”, afirma Gilberto.

A diretoria da ADUFPA defende que os conselheiros rejeitem integralmente o Future-se. Na avaliação da entidade, o programa representa o fim da Universidade pública e gratuita, com o repasse da gestão da UFPA para Organizações Sociais (OS), que poderão cobrar mensalidades e contratar servidores de forma precária, além de ser um ataque direto à autonomia universitária, ferindo a Constituição Federal.