Grito dos Excluídos leva centenas de manifestantes às ruas de Belém

Manifestantes saíram às ruas de Belém neste dia 7 de setembro, em mais uma edição do Grito dos Excluídos. A defesa da educação pública e da Amazônia mobilizou centenas de trabalhadores, jovens e ativistas dos movimentos sociais, que vestidos de preto em sua maioria, saíram em caminhada do Mercado de São Brás até a Praça da República.

O ato público começou por volta das 9 horas, com uma celebração ecumênica, que reuniu membros de Pastorais e lideranças religiosas, para denunciar as injustiças e exclusão social do sistema capitalista. A manifestação cujo tema inicial era “Este sistema não vale”, agregou novas pautas, com destaque para a luta contra os cortes no orçamento das universidades públicas e as queimadas na região amazônica. Ao longo da caminhada, diversas paradas e encenações refletiram sobre as temáticas do ato.

A diretoria da ADUFPA participou da manifestação e denunciou os ataques à educação pública pelo presidente Jair Bolsonaro. “Estamos passando por um dos maiores ataques às universidades públicas na história, com cortes de recursos que inviabilizam nosso funcionamento, ao mesmo tempo em que o governo pretende repassar a gestão das instituições federais de ensino para a iniciativa privada”, destacou a diretora-adjunta de Política Sindical da ADUFPA, Rhoberta Araújo.

A docente destacou que a ADUFPA irá lançar no próximo dia 12 de setembro, durante um ato político-cultural, uma Campanha em Defesa da UFPA, para ampliar a luta em defesa da universidade. “Não há outro caminho que não seja a resistência da classe trabalhadora contra o projeto desse governo de retirar nossos direitos e atacar a educação pública”, apontou Rhoberta.