Professores da UFPA irão fortalecer mobilizações do dia 12 de julho

Os professores da UFPA irão participar das manifestações do Dia Nacional de Mobilização, convocado para 12 de julho pelas centrais sindicais e pela União Nacional dos Estudantes (UNE). A data será marcada por mobilizações nos Estados e um grande ato público em Brasília em defesa da educação pública e contra a Reforma da Previdência.

A deliberação pelo fortalecimento do dia de mobilização foi tomada em Assembleia Geral da ADUFPA na manhã de hoje, 26, nos Altos do Vadião, onde os docentes avaliaram a conjuntura, em especial os impactos da Reforma da Previdência, após a apresentação do parecer favorável ao projeto pelo relator da Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019, deputado Samuel Moreira (PSDB/SP).

Durante a assembleia, a assessora jurídica da ADUFPA, Ana Kelly Amorim, explicou alguns pontos da Reforma da Previdência, criticou o sistema de capitalização proposto pelo ministro da Economia Paulo Guedes, e alertou que a PEC 06/2019 pode atingir até as pessoas que já se aposentaram. “Com a Reforma, o governo pode estabelecer, além da contribuição ordinária, um repasse extraordinário que atingirá toda a população, inclusive quem já está aposentado”, explicou.

Além de participar das mobilizações do dia 12 de julho, os professores da UFPA aprovaram, em assembleia, a intensificação da luta contra a Reforma da Previdência, com produção de materiais, visitas às unidades acadêmicas e campanha nas redes sociais. Eles deliberaram, ainda, indicar à CSP-Conlutas e demais centrais sindicais que a próxima Greve Geral, que está sendo programada para o mês de agosto, tenha duração de 48 horas.

Ainda na Assembleia, a assessoria jurídica da ADUFPA informou que, neste mês de julho, será normalizada a remuneração dos docentes aposentados da UFPA, que tiveram descontos nos contracheques por conta da revisão dos cálculos das rubricas referentes ao artigo 192 da Lei 8.112/90.

Segundo a advogada Ana Kelly Amorim, a liminar conquistada pela ADUFPA só não vigorou neste mês de junho porque a Pró-reitoria de Gestão de Pessoal da UFPA (Progep) não teve tempo hábil para operacionalizar o pagamento antes do fechamento da folha. A advogada garantiu que, em julho, os docentes terão a remuneração normalizada e receberão os valores retroativos referentes ao mês de junho. Ela destaca, porém, que o retroativo dos meses anteriores só será pago após o julgamento do mérito da questão, que ainda não foi apreciado pela Justiça.

CONAD – Os docentes da UFPA escolheram, na assembleia, a representação da ADUFPA no 64º CONAD do ANDES-SN, que ocorre de 11 a 14 de julho, em Brasília. O evento é o segundo maior fórum de deliberação do sindicato e deve atualizar o plano de lutas do movimento docente para este ano. Foi eleita delegada a professora Luciene Medeiros e indicados como observadores os docentes José Carneiro, Nádia Fialho, Isabel Duarte, Conceição Saraiva e Olgaíses Maués.

CSP-CONLUTAS – A Assembleia da ADUFPA também elegeu os delegados e observadores para o 4º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, que será realizado de 15 a 18 de agosto, em São Paulo. Foram escolhidos delegados os professores Indira Marques, Gilberto Marques, Edivânia Alves, Ivan Neves, Andrea Matos, Rhoberta Araújo e Edna Lima. Como observadores ficaram os docentes Waldir Abreu, Ailton Lima, Joselene Mota, Vera Rocha, Rosimê Meguins e Sandra Moreira.

MOÇÃO – Os professores aprovaram uma Moção de Solidariedade ao estudante transexual do curso de Ciências Sociais, Heitor Batista, que sofreu uma agressão transfóbica em um dos banheiros do prédio do Vadião, no último dia 19 de junho. Eles condenaram a agressão, cobraram providências da Administração Superior e reafirmaram o compromisso da ADUFPA em defesa dos direitos da população LGBTQI+.