Estudantes e trabalhadores voltam a ocupar as ruas em defesa da educação

Milhares de trabalhadores e estudantes retornaram às ruas do Brasil neste dia 30 de maio, para defender a educação pública. As manifestações ocorreram em cerca de 130 cidades brasileiras e marcaram o Segundo Dia Nacional em Defesa da Educação, convocado por entidades estudantis e sindicatos que atuam na área educacional.

Em Belém, mais de 50 mil pessoas participaram do ato público, protestando contra os cortes orçamentários feitos pelo governo Bolsonaro na educação pública. A caminhada começou por volta das 18 horas na Praça da República, de onde os manifestantes saíram em passeata até o Mercado de São Brás. Na Avenida Nazaré, o protesto foi crescendo e a multidão nas ruas era comparada a um Círio noturno.

Com faixas e cartazes, a ADUFPA aglutinou, durante a manifestação, dezenas de professores da UFPA, que paralisaram as atividades docentes ao longo do dia, seguindo orientação da Assembleia Geral da categoria. Os portões da universidade amanheceram fechados e a comunidade universitária fortaleceu, massivamente, o dia de luta. O reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, também participou do ato público.

No carro-som, a diretora-adjunta da ADUFPA, Edivânia Alves, defendeu a universidade pública e criticou os cortes no Orçamento feitos pelo governo federal, que atingem diretamente a produção de conhecimento e o desenvolvimento de pesquisas públicas no país. “Não aceitamos a intransigência desse governo e nem aceitaremos os cortes. São 55 milhões que foram cortados somente da UFPA, o que significa dizer que não teremos recursos depois de setembro, para garantir a segurança, a limpeza, e para que os campi continuem funcionando normalmente. Isso é um crime contra a educação pública! Esse presidente é um criminoso”, ressaltou Edivânia.

Apesar da grandiosidade, o protesto foi pacífico. Ao longo do trajeto, diversas declarações de apoio aos manifestantes. Apenas no cruzamento das Avenidas Nazaré com 14 de março, um motoqueiro exaltado avançou com a motocicleta sobre a multidão, mas não deixou ninguém ferido.

O protesto encerrou no Mercado de São Brás, com apresentações culturais. A próxima manifestação será no dia 14 de junho, durante a Greve Geral da classe trabalhadora contra a Reforma da Previdência e em defesa da educação pública. Uma Plenária no dia 4 de junho, às 17 horas no Sindicato dos Bancários, em Belém, vai discutir a organização do dia de luta e definir local e horário do ato unificado das categorias.

Fotos: Divulgação e ADUFPA