Professores da UFPA vão aderir à Greve Nacional da Educação do dia 15 de maio

Os professores da UFPA vão aderir à Greve Nacional da Educação, que vai ocorrer no próximo dia 15 de maio em todo o país. A decisão foi tomada na manhã de hoje, 10, em Assembleia Geral da ADUFPA que aprovou a paralisação de 24 horas dos docentes, para fortalecer a luta contra a Reforma da Previdência e os cortes no Orçamento das Instituições Federais de Ensino. O objetivo é acumular forças para uma forte Greve Geral dos trabalhadores brasileiros no 14 de junho.

Além de paralisarem as atividades, os professores da UFPA irão participar, em conjunto com as demais categorias, de um ato público neste dia 15, a partir das 8 horas, na Praça da República, em Belém. A expectativa é reunir com docentes da educação básica, técnico-administrativos e estudantes em uma forte caminhada até a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). As reitorias da UFPA, Ufra, Uepa e IFPA também assumiram o compromisso de estarem presentes na manifestação.

Para intensificar a mobilização internamente na UFPA, a Assembleia da ADUFPA aprovou um calendário de atividades, que inclui panfletagens nos portões e arrastões nos blocos de sala de aula, nos dias 13 e 14 de maio. As mobilizações serão realizadas em conjunto com o Sindtifes e o DCE.

Durante a assembleia, os docentes da UFPA avaliaram a conjuntura política brasileira e discutiram estratégias de mobilização da categoria. “Queremos convocar todos os professores da UFPA a fortalecerem essa luta, pois os cortes no Orçamento das Instituições Federais de Ensino afetam a todos, precarizam ainda mais nossas condições de trabalho e ensino, ameaçam nossas pesquisas e colocam em risco o funcionamento da universidade pública”, destacou a diretora-geral da ADUFPA, Rosimê Meguins.

Ainda na Assembleia, os professores aprovaram encaminhamentos da última Reunião da Setor das IFE, que ocorreu nos dias 4 e 5 de maio, em Brasília, que incluem, entre outros, articulação e pressão sobre os parlamentares federais, campanhas com ‘cards’ nas redes sociais e coleta de assinaturas no Abaixo-Assinado contra a Reforma da Previdência.