ADUFPA e CSP-Conlutas coletam assinaturas contra a Reforma da Previdência

A ADUFPA e a CSP-Conlutas coletaram assinaturas contra a Reforma da Previdência nesta quarta-feira, 24, em frente ao Restaurante Universitário (RU) do campus Básico da UFPA. A ação fez parte das mobilizações em diversos cantos do país pelo Dia Nacional em Defesa da Educação Pública, marcado por protestos, paralisações e mobilizações corpo-a-corpo em órgãos públicos e na porta de fábricas.

Além de coletar assinaturas no abaixo-assinado das centrais sindicais, a diretoria da ADUFPA e a CSP-Conlutas dialogaram com a comunidade universitária, explicando os impactos negativos da Reforma da Previdência e destacando a necessidade de intensificar as mobilizações e construir uma nova greve geral no país para barrar os ataques do governo Bolsonaro. Uma cartilha das centrais sindicais contra a Reforma da Previdência também foi lançada durante a mobilização.

Segundo a diretora-geral da ADUFPA, Rosimê Meguins, a Reforma da Previdência não vai resolver os problemas da crise econômica vivenciada no Brasil e irá apenas beneficiar banqueiros e fundos de pensões. “A classe trabalhadora que, com sua mão-de-obra, seu suor e seu esforço, sustenta este país, vai continuar excluída do sistema previdenciário e, caso essa medida seja aprovada, irá correr o risco de morrer sem se aposentar. Ou seja, essa Reforma agravará a crise que foi criada pelo grande capital, e cuja saída apontada só beneficia banqueiros e fundos de pensões. Então, não podemos aceitar que o grande capital continue usurpando nosso dinheiro e o fruto do nosso suor”, alertou Rosimê, convocando as pessoas a assinarem o Abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência.

Rosimê Meguins chamou atenção de mulheres e jovens, que estão entre os segmentos que serão mais prejudicados pela Reforma da Previdência, com medidas como o aumento da idade mínima e do tempo de contribuição para acesso a aposentadoria integral. “Temos que ir pra cima, mobilizar cada local de trabalho, escolas, universidades, bairros e não aceitar que nossa aposentadoria seja retirada em uma canetada por políticos, que não serão afetados pelas mudanças previdenciárias e continuarão com seus privilégios intactos, enquanto atacam nossos direitos”, destacou Rosimê, defendendo a construção de uma nova greve geral no Brasil.