Docentes da UFPA paralisam atividades e participam de ato público no centro de Belém

Professores da UFPA paralisaram as atividades docentes, durante 24 horas, no último dia 22 de março e participaram de um ato público unificado com outras categorias nas ruas de Belém. A mobilização integrou o Dia Nacional de Luta, convocado pelas centrais sindicais brasileiras contra a Reforma da Previdência e rumo à construção de uma nova greve geral para barrar os ataques do governo Bolsonaro.

Na UFPA, os portões amanheceram parcialmente fechados e as aulas foram suspensas. Em conjunto com técnico-administrativos e estudantes, os docentes se dirigiram até a Avenida Presidente Vargas, no centro de Belém, onde manifestantes de diversas categorias panfletavam desde as primeiras horas da manhã, explicando sobre os impactos da Reforma da Previdência na vida do trabalhador.

Por volta de 9h30, os manifestantes saíram em caminhada até o prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) na Avenida Nazaré. Ao longo do ato, dezenas de professores da UFPA formaram uma coluna, dizendo não à Reforma da Previdência e defendendo uma aposentadoria digna. “O que o governo quer é acabar com nossa aposentadoria e criar um sistema de capitalização, tirando sua responsabilidade sobre a Previdência. Então, precisamos intensificar à luta para derrotar esse ataque”, afirmou a diretora-geral da ADUFPA Rosimê Meguins.

Durante a manifestação, Rosimê Meguins também denunciou a medida do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que tem pressionado as universidades a efetuarem descontos nos contracheques de docentes que se aposentaram antes de 1998, baseados na revogação do artigo 192 da Lei 8.112/90. “É mais um ataque aos aposentados. Em alguns casos, os descontos foi maior que R$ 2.000”, relatou Rosimê.

Além dos docentes e técnico-administrativos da UFPA, outras categorias também paralisaram as atividades no último dia 22 de março, como trabalhadores da rede estadual de ensino e professores e funcionários da Unifesspa e da Uepa. Docentes do município de Castanhal, que estão em greve desde o dia 12 de fevereiro contra um decreto do prefeito Pedro Coelho (PPS) que reduz o valor de gratificações, também participaram da manifestação.

Em todo o país, o dia de luta contou com paralisações, assembleias, panfletagens, atrasos nas entradas nos locais de trabalho e atos públicos em todas as capitais e cerca de 100 municípios.