Nas ruas, mulheres vão combater machismo, desigualdade de gênero e Reforma da Previdência

Mulheres do Brasil e do mundo vão às ruas na próxima sexta-feira, 8 de março, no Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora. Em Belém, um ato público unificado vai ocorrer a partir das 8 horas, no Mercado de São Brás, de onde as manifestantes sairão em caminhada até o prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) da Avenida Pedro Miranda, no bairro da Pedreira.

Nas ruas, as mulheres lutarão contra o machismo, a desigualdade de gênero, os feminicídios e os projetos que retiram os direitos da classe trabalhadora, como a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

A data será marcada, ainda, por uma Greve Internacional das Mulheres. O ANDES-SN, que aprovou em seu 38º Congresso Nacional a construção da Greve Internacional, orienta uma paralisação docente de 24 horas neste dia, para fortalecer a mobilização em defesa dos direitos das mulheres. “Neste ano, especificamente, essa data tem uma relevância que é e enfrentar a Reforma da Previdência, que atinge brutalmente as mulheres. Então, precisamos nos levantar e nos fortalecer para, juntas, enfrentarmos essas medidas austeras que esse presidente quer aplicar”, garante a diretora-geral da ADUFPA, Rosimê Meguins.

O projeto de Reforma da Previdência, recentemente apresentado por Jair Bolsonaro, estará entre as principais pautas das mobilizações do 8 de Março no Brasil. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 ataca os direitos de toda a classe trabalhadora, em especial das mulheres, desconsiderando a jornada dupla ou tripla de trabalho que elas possuem. A PEC prevê, ainda, o aumento da idade mínima das mulheres para 62 anos e impõe a necessidade de trabalhar por 40 anos para ter direito à aposentadoria integral.

As manifestações do dia 8 de março também vão lembrar um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes, que no próximo dia 14, completa um ano sem que a execução tenha sido elucidada. A parlamentar carioca será lembrada nos atos em todo Brasil por sua defesa intransigente dos direitos das mulheres, da negritude, da população LGBT e dos moradores de periferias.

Com informações da Assessoria de Imprensa do ANDES-SN