Participantes do Congresso se encantam com a beleza e hospitalidade de Belém

“Aqui na Amazônia tudo é superlativo: Os rios, a floresta, a acolhida das pessoas, as contradições na cidade, tudo é muito grande”, resume Eduardo Jorge, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco que participa como delegado pela Aduferpe no 38º Congresso do ANDES-SN. Ele e outros participantes deste evento plural do ponto de vista das ideias e dos sotaques que as apresentam, contam como experimentaram os sabores, saberes, recantos e encantos da cidade-sede, e qual balanço fazem da organização da primeira grande atividade da categoria após eleição de Bolsonaro.

Para o professor da faculdade de educação da USP, César Minto, que é delegado pela Adusp, esta edição teve como tarefa nada fácil formular ações e estratégias para o enfrentamento ao governo Bolsonaro, e a organização conseguiu dar conta de disponibilizar os meios necessários para favorecer o debate das ideias. “Acho que o congresso está muito bem organizado. Algumas vezes houve grande volume de pessoas no mesmo local de alimentação, mas isso também se deve ao fato de que nossa programação é muito apertada. Porém, sempre que precisei de informações ou orientações fui muito bem acolhido”, observou.

Quem também disse ter gostado de Belém e da acolhida do povo paraense foram as cariocas Kate Lane, professora de artes da Escola de Aplicação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Agatha Justen, do departamento de administração da UFF. “A cidade é uma delícia e a comida é maravilhosa. É um lugar que respira cultura, e vou ficar depois do congresso porque quero conhecer mais daqui”, declarou Agatha. A professora Kate também vai permanecer por mais tempo na cidade, e quer muito conhecer a ilha do Combu.

Outro docente que também vai ficar mais três dias após o término do evento, mas não terá tempo de aproveitar o lugar que aprendeu a gostar, é o professor Antônio Gonçalves, presidente do ANDES-SN, que segue na cidade para reuniões da diretoria do Sindicato Nacional após o Congresso. “A minha irmã é casada com um paraense. Já ando por aqui desde meados da década de 80. É impressionante como a cidade cresceu ao longo desse tempo, e apesar de vermos ainda muitas desigualdades, que é comum em todas as grandes cidades do Brasil, você não passa por Belém sem perceber a forte identidade cultural, religiosa e gastronômica”, pondera o maranhense Antônio, que devido ao alto volume de compromissos não terá tempo de aproveitar as atrações do lugar como gostaria.

Antônio elogiou a organização do Congresso e reconheceu a dedicação da diretoria da ADUFPA, para que o evento ocorresse a contento dos participantes. “Eu quero agradecer muito a Adufpa por todo empenho para receber este que é um dos maiores congressos que já realizamos, e saímos daqui com muitas formulações no sentido de construir unidade para resistirmos e superarmos todos os ataques desse atual governo”, concluiu.