Em Congresso do ANDES-SN, docentes promovem ato por Justiça para Marielle

Professores promoveram um ato político durante o 38º Congresso do ANDES-SN, nesta sexta-feira, 1º, em Belém, cobrando justiça pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) e o seu motorista Anderson Gomes. Os homicídios que ocorreram há mais de dez meses no Rio de Janeiro, seguem sem respostas e ainda não foram elucidados pela Polícia Civil.

O ato político ocorreu no início dos trabalhos desta sexta, quando os docentes entraram no auditório do Centro de Eventos Benedito Nunes com faixas e cartazes em memória à Marielle e em protesto contra a desigualdade de gênero e o genocídio da negritude.

Segundo a professora Luciana Boiteux, delegada da UFRJ no Congresso, o assassinato de Marielle representou uma violência de gênero, racial e política, que continua repercutindo até os dias atuais. “Foi uma execução que a gente até hoje não sabe quem mandou matar e quem matou, mas as notícias demonstram que tem suspeita ligação com o que há de pior, que é a milícia e a política no estado do Rio de Janeiro. Então, que Marielle não seja esquecida”, afirmou Boiteux, defendendo que o movimento docente continue fortalecendo a luta para que os assassinatos da vereadora e seu motorista não fiquem impunes.