ADUFPA garante espaço de acolhimento para filhos e filhas de congressistas

Para garantir a participação efetiva de observadoras e delegadas nas programações dos Congressos, o ANDES-SN organiza desde 2015 espaços de acolhimento para filhos e filhas de participantes. Neste ano, o espaço é mais do que um local acolhedor. Com uma equipe pedagógica atenciosa e uma boa estrutura para lazer e descanso, é uma conquista da mulher militante, na luta pela superação da desigualdade de gênero e do machismo, presente em toda a sociedade.

O local preparado pela ADUFPA para acolher meninos e meninas é a “Casa do Professor” da entidade, localizada na travessa Caripunas, bairro da Cremação. Nesta edição, acolhe 11 crianças e adolescentes de várias idades durante todo o período de atividades do Congresso, e conta com uma equipe de cinco monitoras (estudantes de Pedagogia), uma coordenação geral, além da equipe da casa. “Proporcionamos uma vivência voltada para o acolhimento, mas também desenvolvemos atividades recreativas e pedagógicas que estimulem relações sociais, autonomia e solidariedade”, explica a professora Lia Costa, responsável pelo espaço.

As crianças e adolescentes aprovaram o espaço. “A gente se diverte, assiste a filmes, brinca com slime, faz amizades. É bem legal”, avalia a carioca Luiza Trota, de 10 anos. Ela convive com crianças menores ou mais velhas que ela “sem nenhum problema. A gente recebe muita atenção das pessoas que nos acolhem, sempre preocupados conosco”, afirma. Já Gabriel Costa tem 13 anos e elegeu a piscina como lugar predileto da casa. Ele participa de Congressos desde quando estava na barriga da mãe, Marinalva Oliveira, atualmente delegada pela Adufrj e ex-presidente do ANDES-SN.

Segundo Marinalva, ainda falta muito para os companheiros perceberem ou reconhecerem que deve haver responsabilidades iguais quanto à atenção e o cuidado de crianças. “Nós mulheres muitas vezes precisamos escolher entre ser militante ou mãe, principalmente se participamos de cargos de diretoria, pois com a rotina de viagens e atividades, se não temos um espaço para acolher a criança, muitas vezes não podemos contar com o pai. Eu só consegui ser presidente porque tive uma rede de apoio familiar”, argumenta.