Marinheiros de primeira viagem avaliam positivamente Congresso do ANDES-SN

Entre os 599 participantes do 38º Congresso do ANDES-SN, que está sendo realizado em Belém desde o dia 28 de janeiro, vários estão participando do evento pela primeira vez, nesta edição que já uma das maiores da história do movimento docente nacional.

É o caso do professor Fábio Bezerra, do CEFET de Minas Gerais, que destaca a importância do Congresso do ANDES-SN para construção de unidades, a fim de enfrentar o fortalecimento de ideias conservadoras no Brasil. “É a primeira vez, após a redemocratização, que estamos enfrentando um governo genuinamente de extrema direita, provocando em nós um sentimento de busca por unidade, solidariedade, mobilização e organização, e isto está sendo sentido neste congresso”, avalia o professor.

Marinheira de primeira viagem em um Congresso do ANDES-SN, a professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Haya Del Bel, afirma que as impressões sobre o congresso têm sido positivas, especialmente o empenho da ADUFPA na organização do evento. “Somos um sindicato forte. Não é a primeira vez que ele enfrenta um cenário adverso. Confio totalmente na envergadura de nossa organização e no nosso posicionamento de luta”, pondera.

A avaliação positiva do Congresso também é compartilhada pelo professor Fernando Leitão Junior, delegado pela Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Ele ressalta que o momento é de disputar a consciência de classe, no sentido de fortalecer ainda mais o sindicato e a categoria, para que a universidade seja cada vez mais um espaço democrático e participativo, na contramão de um projeto mais seletivo e elitista, como defende o atual governo federal. “Superou as expectativas até agora [a participação no Congresso do ANDES – SN pela primeira vez], porque estou reunido com a parte mais consciente e crítica da nossa categoria num grande evento. Nesses tempos obtusos, precisamos estar fortes”, concluiu.

Para o professor do campus de Altamira da UFPA, Nelivaldo Santos, que participa pela primeira vez como observador de um Congresso do ANDES-SN, o evento tem sido importante para dar visibilidade às pautas dos povos da Amazônia. “Precisamos fazer ecoar as pautas que dizem respeito à realidade dos ribeirinhos, dos quilombolas, dos povos indígenas, e que estão sendo travadas aqui com muita qualidade. Nossa região sofre muitos impactos dos grandes projetos e já combinamos com a direção da nossa seção sindical formas de levar essa discussão à comunidade acadêmica de nosso território, dialogando com movimentos sociais e organizações de base”, afirma Nelivaldo, que foi indicado pelos docentes do campus para participar do Congresso.