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UFPA negocia criação de novo campus
11/06/2010

A partir da próxima segunda-feira, 14, será aberta a primeira porta para uma rodada de negociações que poderão resultar em um novo campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), dessa vez em Ananindeua. O reitor da instituição, Carlos Maneschy, esteve em Brasília para conversar com o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre os projetos da UFPA para o decênio 2011-2020 (leia-se, principalmente, a construção da Universidade do Sul e Sudeste do Estado) e próprio front man do MEC questionou sobre a possibilidade de se projetar um campus em Ananindeua dentro de um projeto do Ministério de abrir universidades públicas em várias regiões metropolitanas do Brasil. 'Foi ele quem provocou e eu disse que o interesse nosso era total, a expansão da instituição é algo que me interessa muito. Ficamos de nos encontrar novamente e já na segunda-feira eu estarei em Brasília com um projeto para apresentar', adianta o reitor. Os custos que envolveriam a criação do novo campus giram em torno dos R$ 13 milhões - sem incluir o pagamento de pessoal.

'Seria um campus totalmente independente em termos de estrutura física, laboratórios, docentes e técnicos. Claro que, num primeiro momento, talvez precisássemos utilizar os campi de Belém, mas isso seria provisório, somente até a conclusão dos prédios. Depois dessa conversa com o ministro, eu propus uma reunião com a prefeitura de Ananindeua, que foi aceito, e fui informado de que há intenção, por parte dessa administração, de doar um terreno que sedie o campus', explica Maneschy. Todos os cursos ofertados na nova unidade serão ligados a tecnologia e inéditos, com exceção de Engenharia de Materiais, já existente no campus de Marabá: Engenharia de Materiais, Engenhara de Bioprocessos, Engenharia Urbana e Ambiental, e Bacharelado em Ciência e Tecnologia (com habilitações em Transporte Regional Urbano; Comércio e Indústria; e Tecnologia da Informação). 'Esses R$ 13 milhões devem cobrir, de acordo com nosso planejamento, toda a estrutura física e material que o campus vai precisar. A partir do momento em que eu entregar a proposta ao ministro, devo ficar monitorando o andamento desse processo', promete Maneschy.

Fonte: O Liberal