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Anúncio de medidas de austeridade levam trabalhadores gregos a greve geral
05/05/2010
A população protesta contra as medidas que retiram os diretos e onda de mobilizações toma a Europa

Não seria diferente. O programa de austeridade anunciado pelo governo da Grécia, aprovado Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI) neste domingo (2/5), causou indignação e revolta da população que foi às ruas protestar nesta terça-feira (4/5) contra as medidas que congelam salários dos servidores, arrocham as aposentadorias e aumentam impostos.

Os funcionários públicos cruzaram os braços por 48 horas e realizaram manifestações que enfrentaram a repressão da polícia. Para hoje (5), centrais sindicais preparam uma nova greve geral de 48 horas contra os planos do governo. Professores da rede particular também se somaram ao protesto e encaminharam uma carta com as reivindicações da categoria ao parlamento.

Na segunda feira (3/5) uma onda de mobilização já havia tomado às ruas de Atenas contra as medidas de austeridade. A população tem sido fortemente reprimida pela polícia, que utiliza cassetetes e bombas de gás para agredir os manifestantes.

No 1° de Maio da Grécia, a população fez diversas manifestações. "Tire as mãos dos nossos direitos", "FMI e Comissão da UE, fora", gritavam os manifestantes pelas ruas.

A Grécia fechou o ano passado com um déficit de 13,6% do PIB, quando o teto para um país da Zona do Euro não deveria passar os 4%. O endividamento do país grego chega a 115% do PIB (Produto Interno Bruto).

Lá e aqui

A luta travada pelos trabalhadores de lá é a mesma travada pelos trabalhadores daqui, do Brasil. Nesta quarta-feira (5/5) os servidores públicos brasileiros brigam para que não seja aprovada na Câmara o Projeto de Lei 549/09 que prevê o congelamento de salários da categoria por dez anos. Os aposentados impuseram uma derrota ao governo ao ser aprovado o reajuste de 7,7%. O governo queria conceder apenas 6,14%. Entretanto, é preciso frisar que os aposentados têm o mesmo direito a receber o reajuste igual ao que foi garantido o salário mínimo: 9,68% retroativos a janeiro de 2010. Se não conseguiram isso foi porque a direções das centrais governistas decidiram defender um reajuste menor do que era justo.

A mobilização é a resposta para todas estas medidas que atacam os trabalhadores. A Conlutas apoia a luta dos trabalhadores de todo o mundo contra os ataques do governo e da patronal. Convoca a todas as entidades e movimentos a manifestarem seu apoio, principalmente hoje aos servidores públicos que se manifestam em Brasília

Fonte: Conlutas