Não seria diferente. O programa de austeridade anunciado pelo governo da Grécia, aprovado Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI) neste domingo (2/5), causou indignação e revolta da população que foi às ruas protestar nesta terça-feira (4/5) contra as medidas que congelam salários dos servidores, arrocham as aposentadorias e aumentam impostos.
Os funcionários públicos cruzaram os braços por 48 horas e realizaram manifestações que enfrentaram a repressão da polícia. Para hoje (5), centrais sindicais preparam uma nova greve geral de 48 horas contra os planos do governo. Professores da rede particular também se somaram ao protesto e encaminharam uma carta com as reivindicações da categoria ao parlamento.
Na segunda feira (3/5) uma onda de mobilização já havia tomado às ruas de Atenas contra as medidas de austeridade. A população tem sido fortemente reprimida pela polícia, que utiliza cassetetes e bombas de gás para agredir os manifestantes.
No 1° de Maio da Grécia, a população fez diversas manifestações. "Tire as mãos dos nossos direitos", "FMI e Comissão da UE, fora", gritavam os manifestantes pelas ruas.
A Grécia fechou o ano passado com um déficit de 13,6% do PIB, quando o teto para um país da Zona do Euro não deveria passar os 4%. O endividamento do país grego chega a 115% do PIB (Produto Interno Bruto).
Lá e aqui