ADUFPA - Fabricante de armas de fogo lucra com candidato presidencial da ultradireita

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Publicado em 24/10/2018

Fabricante de armas de fogo lucra com candidato presidencial da ultradireita

Em meio aos crimes de ódio por motivação política que tem assolado o Brasil, há quem comemore e lucre. A empresa gaúcha Taurus, fabricante de armas de fogo, viu uma ação sua disparar 400% no mês de outubro e outro ativo subir 200%. Analistas indicam que o crescimento das ações está baseado nas pesquisas eleitorais, que apontam vantagem na corrida à presidência para o candidato de ultradireita, que defende a revogação do Estatuto de Desarmamento, autorizando o porte de armas para maiores de 21 anos.

 

As ações da Taurus tiveram um crescimento no mercado de ações no dia seguinte ao primeiro turno das eleições. Apenas em oito de outubro, as suas ações subiram 12%. A agência internacional de notícias Bloomberg noticiou na sexta-feira (19) que deputados de ultradireita já se preparam para votar uma revisão no Estatuto do Desarmamento.

 

Essa movimentação no mercado de ações indica que a vitória do candidato de ultradireita pode aliviar a situação da empresa gaúcha, que vem registrando prejuízos líquidos desde 2013. No ano passado, ela teve uma perda na ordem de R$ 286 milhões em perdas, o pior já registrado.

 

Por outro lado, há fortes indícios de que o crescimento no valor das ações seja decorrente de pura especulação financeira. Um exemplo é o caso de Antônio Marcos Moraes Barros, ex-presidente da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), que em meio a alta dos valores reduziu sua posição acionária na companhia de 23,79% para 10,33%. Analistas do mercado financeiro afirmam que essa busca por ações da Taurus não teria fundamento. O principal motivo seria a insolvência da empresa, acrescido ao fato de que o candidato da ultradireita já ter declarado que quer “acabar com o monopólio da Taurus no Brasil” abrindo o mercado brasileiro para as empresas estrangeiras.

 

Fonte: ANDES-SN, com informações de Info Money, Exame, Bloomberg e Money Times. Imagem de EBC.