ADUFPA - Protesto no Dia do Basta impede a realização de audiência sobre BNCC em Belém

Associação de Docentes da UFPA

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Publicado em 10/08/2018

Protesto no Dia do Basta impede a realização de audiência sobre BNCC em Belém

Centenas de trabalhadores e estudantes protestaram na manhã de hoje, 10, na Avenida Presidente Vargas, no centro de Belém, durante o ‘Dia do Basta’ convocado pelas centrais sindicais. O ato público, que contou com a participação da ADUFPA, teve como eixo a defesa do emprego, da aposentadoria e dos direitos trabalhistas, além de ser um protesto contra a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os cortes orçamentários na Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes).

 

Os manifestantes se concentraram desde as primeiras horas da manhã na Praça da República, em frente ao Hotel Princesa Louçã, onde os Conselhos Nacional e Estadual de Educação pretendiam promover uma audiência pública, para debater a BNCC e a Reforma do Ensino Médio, sem a participação ampla da comunidade.

 

Após os manifestantes ocuparem a mesa da audiência, bloquearem a Avenida Presidente Vargas por algumas horas e pressionarem na entrada do hotel, o evento foi cancelado. Esta é a segunda vez que o Conselho Nacional de Educação (CNE) não consegue debater a BNCC por conta de resistências de estudantes e trabalhadores. No último dia 8 de junho, a audiência pública da região Sudeste, em São Paulo, foi inviabilizada.

 

Segundo representantes das entidades que organizaram a manifestação, as audiências são uma farsa, pois as mudanças curriculares contidas no documento e enviadas ao CNE foram impostas pelo Ministério da Educação (MEC) sem debate democrático com trabalhadores e estudantes. Eles afirmam que a BNCC prejudica a qualidade da educação e limita a criticidade das diretrizes curriculares, propondo, inclusive, a retirada de disciplinas como sociologia, filosofia, história e geografia do currículo escolar.

 

Dezenas de professores da UFPA participaram da manifestação, fortalecendo a luta em defesa da educação e de um serviço público de qualidade, além de denunciarem os ataques do governo Temer à ciência e tecnologia e aos direitos trabalhistas. “Nós começamos hoje um basta, mas ele não pode parar. Vamos debater cotidianamente nas salas de aulas, nos bairros, em nossas casas, dizendo que não iremos aceitar sermos massacrados, não iremos aceitar a retirada de nossos direitos", afirmou a diretora-geral da ADUFPA, Rosimê Meguins.