ADUFPA - Diretora do ANDES-SN sofre sindicância por postagem em rede social

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Publicado em 15/12/2017

Diretora do ANDES-SN sofre sindicância por postagem em rede social

Em mais um ataque às liberdades democráticas, Sirliane Paiva, docente da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e 2ª vice-presidente da Regional Nordeste I do ANDES-SN, está respondendo a uma sindicância da universidade por conta de uma postagem em uma rede social.

 

A Associação de Professores da UFMA (Apruma – Seção Sindical do ANDES-SN), divulgou nota de solidariedade à docente. No texto, a seção sindical ressalta que “não permitiremos que seja tolhida, ainda mais no ambiente acadêmico, o direito à crítica, quando esta não ofender a honra, não caluniar, não difamar ou causar qualquer atentado à dignidade da pessoa humana – o que não está definitivamente em jogo neste caso, já que ninguém é citado, limitando-se a professora a manifestar indignação contra condutas que considera inaceitáveis na sociedade”.

 

Confira abaixo a nota da Apruma-SSind.

 

EM SOLIDARIEDADE À PROFESSORA SIRLIANE PAIVA

 

A Diretoria da APRUMA Seção Sindical vem a público manifestar a mais irrestrita SOLIDARIEDADE à professora Sirliane de Souza Paiva, docente de nossa base e ocupante da segunda vice-presidência da Regional Nordeste I do ANDES Sindicato Nacional, que vem respondendo à Sindicância no âmbito da Universidade Federal do Maranhão por manifestar-se em página pessoal na Internet.

 

A ação orquestrada contra a professora Sirliane é inaceitável por diversos motivos, entre estes o fato de nos remeter a um tempo não tão distante, mas obscuro, na História da Universidade Federal do Maranhão, quando esta Seção Sindical teve de lutar contra a demissão sumária de professor que havia se manifestado em seu espaço pessoal numa rede social. Não permitiremos que seja tolhida, ainda mais no ambiente acadêmico, o direito à crítica, quando esta não ofender a honra, não caluniar, não difamar ou causar qualquer atentado à dignidade da pessoa humana – o que não está definitivamente em jogo neste caso, já que ninguém é citado, limitando-se a professora a manifestar indignação contra condutas que considera inaceitáveis na sociedade. Além disso, sua vida de militância lhe permite fazer avaliação a partir daquilo que defende e acredita, e o simples fato de essa Sindicância perdurar, tendo Sirliane de se submeter a prestar depoimento sobre registros feitos em rede social, é uma ameaça ao espaço da crítica, que deveria ser estimulada, e não sufocada, como aconteceu no último dia 31 de outubro de 2017, quando a professora teve de comparecer à Universidade para, em vez de dar andamento às suas atividades, prestar depoimento sobre a situação. Nessa ocasião, como não poderia deixar de ser, vários docentes a acompanharam, em solidariedade.

 

Por fim, a APRUMA-SS solidariza-se com a professora e segue acompanhando o caso que, mais que a defesa de uma só pessoa, é, também, a defesa da razão de ser da Universidade, que muito difere da censura e do cerceamento da livre manifestação do pensamento.

 

São Luís, 14 de dezembro de 2017

APRUMA – Seção Sindical do ANDES – SN

 

Fonte: ANDES-SN