ADUFPA - Docentes da UFPA paralisam atividades nesta sexta e participam de ato nas ruas de Belém

Associação de Docentes da UFPA

Seção sindical do ANDES-SN

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Publicado em 09/11/2017

Docentes da UFPA paralisam atividades nesta sexta e participam de ato nas ruas de Belém

Os professores da UFPA irão paralisar suas atividades por 24 horas nesta sexta-feira, 10, e participarão de um ato público unificado com outras categorias em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na Praça Brasil. Os docentes irão se concentrar no local a partir das 8h30, e sairão em caminhada até o mercado do Ver-o-Peso.

 

A mobilização integra o Dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve, que as centrais sindicais e dezenas de entidades de todo o país convocaram para 10 de novembro, a fim de protestar contra a Reforma da Previdência e exigir a revogação imediata da Reforma Trabalhista e da Lei das Terceirizações. “É preciso reagir a esses ataques e de forma unificada, pela base, barrarmos as políticas nefastas deste governo, que retiram nossos direitos e condenam nosso futuro”, afirma a diretora-geral da ADUFPA, Rosimê Meguins.

 

A paralisação é um protesto, também, contra a Medida Provisória 805/2017, publicada recentemente pelo governo Temer, que suspende o reajuste salarial previsto para 2018 e aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14% sobre a parcela do salário que excede o teto do Regime Geral da Previdência, que hoje está em R$ 5.531,31.

 

Além da paralisação dos docentes e do ato público unificado, o dia de mobilização também será marcado pelo início da greve nacional dos técnico-administrativos das Instituições Federais de Ensino. No Pará, o movimento grevista contará com a adesão dos servidores da UFPA, Ufra e Unifesspa.

 

O Dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve, que vai ocorrer em 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da Reforma Trabalhista (Lei nº 13467/2017), foi definido inicialmente pelos metalúrgicos e depois incluído na agenda de lutas de dezenas de entidades, entre elas o ANDES-SN e a CSP-Conlutas. A expectativa é que, nacionalmente, ocorram bloqueio de vias, piquetes, paralisações e passeatas nas principais cidades do país.