ADUFPA - Mais de 2 mil delegados devem participar do Congresso da CSP-Conlutas

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Publicado em 11/10/2017

Mais de 2 mil delegados devem participar do Congresso da CSP-Conlutas

Começa nesta quinta-feira, 12, em Sumaré (SP), o 3º Congresso Nacional da CSP-Conlutas. O evento ocorre até o dia 15 de outubro na Estância Árvore da Vida, e deve fortalecer a luta dos trabalhadores brasileiros contra a retirada de direitos. A previsão é que o Congresso reúna mais de 2 mil delegados e delegadas representando dezenas de categorias de trabalhadores, da juventude e militantes dos movimentos populares e das lutas contra as opressões.

 

A ADUFPA estará representada no Congresso pelos professores Sandra Moreira, Rosimê Meguins, Gilberto Marques e Jennifer Santos, eleitos delegados em assembleia geral da categoria no último dia 12 de novembro. Os docentes Ailton Lima, Indira Rocha e João Santiago foram escolhidos como suplentes e participarão na condição de observadores.

 

O 3º Congresso Nacional da CSP-Conlutas ocorre em uma conjuntura de ameaça aos direitos dos trabalhadores, com a Lei das Terceirizações e as Reformas da Previdência e Trabalhista, entre outras políticas defendidas pelo presidente ilegítimo Michel Temer, em parceria com a patronal, o Congresso Nacional corrupto e os governos estaduais e municipais. Um calendário de mobilizações deve ser aprovado e estratégias de resistências a estes ataques serão debatidas, como a construção do “Dia Nacional de Lutas e Defesas de Nossos Direitos”, previsto para 10 de novembro.

 

Além de avaliar a conjuntura brasileira e aprovar um calendário de lutas, os delegados e observadores irão discutir o processo de reorganização da classe trabalhadora brasileira, o balanço político da CSP-Conlutas, o Estatuto da Central e a nova direção da entidade. Os 100 anos da Revolução Russa e a atualidade de suas lições para o movimento sindical e popular brasileiro também serão analisados e terão um lugar de destaque na programação do Congresso.

 

A fim de enriquecer o debate, cerca de 100 propostas de resoluções foram apresentadas por entidades filiadas e coletivos de militantes e serão analisadas nos grupos de discussão do Congresso. As proposições envolvem desde temáticas internacionais a assuntos da conjuntura nacional, como o apontamento da construção de uma nova greve geral no país. Pelo Regimento, as proposições que obtiverem pelo menos 10% de votos dos delegados nos grupos, irão ao voto em plenário.

 

Para a diretora de Política Sindical da ADUFPA e integrante da Executiva Estadual da CSP-Conlutas, Sandra Moreira, o Congresso da Central será fundamental para o avanço do movimento de resistência dos trabalhadores contra as reformas do governo Temer. “Será um Congresso importante para os trabalhadores organizarem as próximas lutas para enfrentar os ataques dos governos e dos patrões contra os trabalhadores, além de ser um momento de fortalecimento da Central, que ainda é pequena, mas que não se exime de assumir a linha de frente das lutas e dos embates, baseada na mobilização direta e nos princípios de autonomia e independência da classe trabalhadora”, destacou Sandra.

 

Imagem: CSP-Conlutas